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As Rochas Metamórficas são formadas pela transformação de rochas pré-existentes por ação do calor, de temperatura e de fluídos.

 

Metamorfismo é um processo de transformação que afeta tanto composição mineralógica , a estrutura, como a textura das rochas ígneas, sedimentares e mesmo metamórficas. As condições físicas e químicas em que tais transformações acontecem são diferentes tanto daquelas em que a rocha original se formou, como das existentes na superfície terrestre. As transformações em altas temperaturas, provocam fusões totais ou parciais das rochas, não são admitidas como processo de metamorfismo.

 

Assim, podemos considerar as rochas metamórficas como produto de transformações de rochas pré-existentes, em condições físico-químicas intermediárias em relação as quais dão origem as rochas ígneas e sedimentares. Como conseqüência, há muitas rochas metamórficas que apresentam características ou de sedimentares ou de ígneas, sendo mais difícil o seu reconhecimento e sua classificação numa análise exclusivamente macroscópia.

 

Basicamente , dois são os processos principais de metamorfismos possíveis de serem distinguidos: deslocamento mecânico e recristalização química. Quase todas as rochas metamórficas evidenciam a influência conjunta desses dois processos, sendo que as diferenças entre tais rochas residem na maior intensidade de atuação de um ou outro processo.

 

Dependendo das condições (físicas e/ou químicas) predominante admitimos a existência de quatro tipos de processos de metamorfismos: cataclástico, termal, dinamotermal e plutônico.

 

O metamorfismo cataclástico provoca fraturamento nas rochas devido a ação predominante de pressões dirigidas (deslocamento mecânico). Evidentemente, há uma variação razoável na dimensão dos fragmentos resultantes, de acordo com a intensidade de metamorfismo atuante.

 

No metamorfismo Termal, em que há predominância de temperaturas elevadas ocorre a transformação de rochas encaixantes na parte próxima ao contato com a rocha ígnea intrusiva (magma), que propicia alterações na composição de rocha encaixante. Neste tipo de metamorfismo, são mais acentuados os fenômenos de recristalização.

 

No metamofismo Dinamotermal, em que predominam pressão dirigidas e temperaturas elevadas (dois fatores condicionantes de grandes modificações na rochas), formam-se novas estruturas a novos minerais. Ocorre principalmente, nas regiões de desdobramento e formação de montanhas.

 

No metamorfismo Plutônico, em que pressões hidrostática e alta temperatura são predominantes, as rochas tornam-se plásticas e há numerosas mudanças mineralógicas. Os minerais formados nessas condições de pressão e temperatura apresentam alto peso específico e formas equidimensionais.

 

As variedades de rochas metamórficas mais freqüentes se enquadram nos tipos de metamorfismo dinamortermal e plutônico.

 

As rochas metamórficas mais comumente empregadas na engenharia

 

Gnaisse : é uma das rochas mais comumente empregadas em construção com largo emprego em pavimentação na forma de paralelepípedos ou mesmo sub-base de rodovias; é usada também em leitos de ferrovias.

 

Quatzitos : muito utilizado em lajes, aparelhadas manualmente ou serradas, tanto em fachadas como em pisos, polidos ou não. O uso para tais fins tem sido muito grande, não só pela beleza que apresentam como também pela extraordinária resistência aos desgastes físico e químico.

 

Mármores: é de conhecimento geral a utilização dos mais variados tipos de mármores, tanto em revestimento interiores e exteriores, quanto em pisos e ornamentos. Deve-se considerar que os mármores coloridos e sulcados de veias, geralmente não dão pavimentos duráveis e econômicos, principalmente quando expostos ao tempo; apresentam melhores resultados quando aplicados em revestimentos de paredes. Para uso em pisos, deve-se escolher um tipo de mármores que tenha granulação fina e compacta.

 



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